terça-feira, 24 de maio de 2016

TRATAMENTOS DE RESÍDUOS

A prevenção e o tratamento dos resíduos provenientes da atividade humana são, realmente, as melhores soluções, tendo em conta que estes podem poluir a atmosfera, a água e o solo.

Os resíduos sólidos urbanos (RSU), que são uma mistura de materiais de providência doméstica, industrial, do comércio ou dos serviços, sendo da mesma natureza e composição do que os resíduos domésticos, designam-se "lixos".Tanto estes como outros resíduos de elevada perigosidade devem ser submetidos a tratamentos específicos, para que se possam minimizar os efeitos da sua produção.


Prevenção da poluição e da produção de resíduos sólidos
  • Modificação de processos industriais no sentido da não utilização de químicos perigosos;
  • Menor utilização de produtos perigosos;
  • Redução das embalagens e materiais usados em objetos;
  • Fabricação de produtos com maior durabilidade e que sejam recicláveis, reutilizáveis ou de fácil reparação;
  • Reduzir, reutilizar, reciclar, compostar.

Tratamento de resíduos sólidos
  • Tratamento dos resíduos de forma a que a sua toxicidade seja reduzida;
  • Incineração dos resíduos:
  • Enterro dos resíduos em aterros;
  • Libertação dos resíduos no ambiente (dispersão ou diluição).

Em Portugal, o tratamento de resíduos associa-se a processos como a reciclagem, a incineração, a deposição em aterros sanitários e o tratamento de efluentes líquidos e sólidos em Estações de Águas Residuais (ETAR).



Reciclagem

A reciclagem baseia-se na recolha e no reprocessamento de um recurso. Presentemente, existem regras para a reciclagem de vários materiais, como papel/cartão, vidro, plástico, madeira, aço e alumínio, pilhas, óleos usados, etc.
A reciclagem destes materiais deve, realmente, começar em casa, tendo que em conta que este processo depende da separação domiciliária destes. Doutra maneira, tornar-se-ia demasiado inconveniente separá-los dos restantes resíduos domésticos. Esta primeira ação é extremamente simples, mas no entanto, tem grande relevância para o ambiente. Os materiais separados devem ser colocados em ecopontos, para que possam ser facilmente recolhidos, tratados e enviados para locais onde sejam utilizados no fabrico de novos objetos. 










Incineração

A incineração baseia-se na queima de resíduos que poderiam poluir os solos e as águas. Porém, esta implica a emissão de gases e poeiras que podem provocar poluição atmosférica, como CO2 ou dioxinas.
A vantagem predominante da incineração é o reduzido volume de cinzas que resta no final do processo, que, contudo, tem um custo financeiro alto. 










Aterro sanitário

As lixeiras são dos principais destinos da maior parte dos resíduos sólidos. Estas contém incalculáveis complicações, tais como a lixiviação de substâncias, o que leva à poluição de águas subterrâneas, os maus odores e a proliferação de animais indesejáveis, como roedores ou insetos.
Em alguns países, grande parte dos resíduos são colocados em aterros sanitários.
Nos aterros sanitários, os resíduos são diariamente colocados em camadas finas, compactados e cobertos com uma camada de argila ou plástico. Idealmente, um aterro sanitário localiza-se num lugar geologicamente adequado, sendo primeiramente forrado com argila e plástico antes de se depositarem resíduos. Um forro de camadas sobrepostas de argila, areia e plástico constitui o fundo, o que permite impermeabilizar o aterro e recolher o lixiviado - água da chuva contaminada ao infiltrar-se através dos resíduos. Este é bombeado para tanques de armazenamento e enviado para uma estação de tratamento.
Quando o aterro se encontra cheio, é coberto com argila, areia, gravilha e terra, para que se evitam infiltrações.
Alguns aterros sanitários encontram-se equipados com com uma rede de recolha dos gases libertados pelas bactérias que elaboram a decomposição anaeróbia dos resíduos (biogás). O metano é filtrado e queimado para a produção de eletricidade ou para aquecimento de instalações.
Os aterros sanitários apresentam como principais vantagens o facto de poderem ser construídos rapidemente, o facto de terem uma manutenção pouco onorosa, terem grande capacidade e, também, o facto de, quando cheios, poder-se dar outra ocupação ao terreno. No entanto, apresenta como principal desvantagem o facto de poderem surgir infiltrações que possam contaminar águas subterrâneas.









Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)

Através de uma sucessão de tratamentos é possível retirar alguns poluentes às águas residuais. Estes tratamentos têm como objetivo melhorar a qualidade dos efluentes antes deles serem lançados no meio ambiente. Nas zonas urbanas que apresentam tratamento de esgotos, os efluentes são encaminhados para uma ETAR.








Estes podem ser sujeitos a três níveis de purificação: tratamento primário, tratamento secundário e tratamento terceário ou avançado.
O tratamento primário trata-se de um processo mecânico, durante o qual são filtrados sólidos de grandes dimensões (paus, pedras, trapos, etc.) e se decanta grande parte da matéria sólida em suspensão. Ocasionalmente, utilizam-se produtos químicos (polímeros tratados quimicamente) que auxiliam a remoção dos sólidos em suspensão. Este tratamento consegue remover cerca de 60% da matéria sólida em suspensão e 30% dos resíduos oxidáveis das águas residuais, mas não é capaz de remover outras substâncias, como pesticidas, fosfatos, nitratos ou sais.
O tratamento secundário, por sua vez, é um processo biológico, no qual bactérias aeróbias removem até 90% da matéria orgânica oxidável (resíduos biodegradáveis). Algumas ETAR utilizam tanques de percolação e outras tanques de lamas ativadas para este processo. Nos tanques de percolação, as águas residuais passam por um leito de gravilha fina, recoberta por bactérias e outros organismos decompositores. Nos tanques de lamas ativadas, as águas residuais são bombeadas para um tanque aerificado de grandes dimensões, onde são misturadas durante várias horas com, precisamente, lamas ativadas, que contém bactérias decompositoras.





De seguida, as águas residuais passam para um tanque de decantação, onde acontece a deposição das lamas e dos microrganismos que se encontravam em suspensão. As lamas que se produzem nos tratamentos primário e secundário são tratadas, tornando-se lodos tratados. As principais técnicas que se utilizam para o tratamento das lamas são a digestão anaeróbia, estabilização química com cal, compostagem, secagem térmica e eliminação por incineração.
A compostagem trata-se de um conjunto de técnicas aplicadas na decomposição controlada da fração orgânica dos resíduos sólidos ou de biossólidos, do qual provém a formação de um material estável similar a húmus, passível de ser utilizado na fertilização de solos agrícolas. Esta trata-se de um processo biológico aeróbio.
Durante o processo de digestão das lamas, é formado biogás, que se pode queimar para a produção de eletricidade ou para o aquecimento de instalações.

A combinação do tratamento primário com o secundário remove quase toda a matéria sólida em suspensão e a grande maioria da matéria orgânica oxidável, bem como muitos metais tóxicos e alguns químicos orgânicos sintéticos degradáveis. Remove, também, bastantes fosfatos (cerca de 70%) e nitratos (cerca de 50%), bem como 5% de outros sais dissolvidos. Porém, não é capaz de remover susbtâncias orgânicas não degradáveis, como alguns pesticidas.
O tratamento terciário ou avançado constitui-se por uma série de processos físico-químicos que têm como objetivo a remoção de poluentes específicos que permanecem na água após os tratamentos primário e secundário. Tendo em conta que é muito dispendioso, é pouco utilizado.
Antes de ser descarregada (num rio, lago ou mar), a água submetida aos três tipos de tratamento é tratada com cloro, para que se possa matar a maior parte dos organismos patogénicos que possa conter.


POLUIÇÃO AQUÁTICA


Todos os anos, cerca de 3,6 milhões de pessoas em todo o mundo morrem de doenças relativas à água. Este é um recurso essencial e imprescindível à vida e encontra-se ameaçado por várias formas e tipos de poluição que provêm de fontes localizadas ou dispersas.








A poluição da água é qualquer alteração química, física ou biológica na qualidade da água que possa ser prejudicial nos organismos dos seres vivos.
A poluição da água pode ser encontrada a vários níveis: em linhas de água superficial, em lagos, em águas subterrâneas ou no oceano. Cada um destes locais será afetado de forma diferente.





Linhas de água superficiais

As linhas superficiais (rios e ribeiras, por exemplo), por norma conseguem eliminar grande parte dos resíduos poluentes devido ao seu efeito combinado da diluição e da decomposição bacteriana. Porém, caso haja uma descarga poluente demasiado elevado, a auto-depuração pode não ter resultados tão eficazes.

A carência bioquímica de oxigénio (CBO) é a medição que se efetua para calcular a quantidade de matéria orgânica oxidável que há na água, isto é, para calcular a quantidade de oxigénio dissolvido que as bactérias decompositoras necessitam para degradar a matéria orgânica de um determinado volume de água durante um período de incubação.





Lagos

Nos lagos a diluição dos resíduos poluentes é menor porque a corrente é menor. Desta forma, os lagos são mais vulneráveis do que as correntes de água à contaminação por fertilizantes, petróleos, pesticidas e outras substâncias tóxicas.
Muitos dos químicos tóxicos que contaminam os lagos provêm da atmosfera.
O que pode acontecem em alguns casos é que os lagos e as albufeiram recebam escorrências ricas em nutrientes e sedimentos do terrenos em seu redor. Esse fenómeno designa-se eutrofização natural.









Este enriquecimento de nutrientes pode provir de zonas urbanas ou agrícolas. Este fenómeno é causado, principalmente, porefluentes contendo nitratos e fosfatos, provenientes de diversas fontes e designa-se eutrofização cultural.









Águas subterrâneas

Este é o tipo de poluição que contêm maior risco para a saúde humana porque a água subterrânea tem um papel importante no que diz respeito ao consumo direto humano. A água é geralmente contaminada com petroquímicos, solventes orgânicos, pesticidas ou arsénico. Esta, uma vez contaminada, não consegue autodepurar-se de resíduos degradáveis porque tem um movimento lento, populações de bactérias decompositoras muito menores e é mais fria, o que abranda a velocidade das reações químicas.



Oceanos

O mar é o sítio onde há uma quantidade extraordinária de resíduos produzidos pelo Homem porque, erradamente, se pensa que que a massa de água do mar tem uma capacidade autodepuradora infinita.

Algumas formas de poluição dos oceanos:

  • Indústria
  • Agricultura e pecuária;
  • Cidades;
  • Zonas suburbanas;
  • Estaleiros de construção civil;
  • Derrame de crude;
  • Marés vermelhas;
  • Sedimentos tóxicos.



Poluição dos solos

Um solo diz-se poluído quando nele se encontram substâncias que produzem alterações nas suas condições químicas, físicas ou biológicas e que afetam o desenvolvimento das espécies daquele meio ou dos animais que as consomem.
O solo é, geralmente, afetado por resídeos sólidos, no entanto também se pode encontrar vestígios de resíduos líquidos, não esquecendo a possibilidade de poder ser contaminado por contaminantes radioativos.




CUIDADO!!
Alguns dos produtos domésticos que utilizamos contêm substâncias perigosas e que são altamente poluidores:
  • produtos de limpeza;
  • materiais de construção civil;
  • produtos de jardinagem;
  • produtos para automóvel;
  • pilhas, colas, computadores, televisores, etc..


terça-feira, 17 de maio de 2016

CONTAMINANTES DA ATMOSFERA, DO SOLO E DA ÁGUA E SEUS EFEITOS FISIOLÓGICOS

 A atmosfera, o solo e a água podem conter contaminantes, sendo estes muitas vezes poluentes.






Poluentes degradáveis: podem, através de processos físicos, químicos ou biológicos, se degradar totalmente em compostos inócuos ou ser simplesmente reduzidos a níveis aceitáveis.
Os poluentes químicos complexos metabolizados por organismos vivos e que originam substâncias químicas mais simples designam-se de biodegradáveis.

Poluentes persistentes: decorram décadas até serem degradados.




Poluentes não degradáveis: não são degradados por processos naturais. 


Poluição atmosférica
A poluição ocorre essencialmente na atmosfera.

Constituição da atmosfera:

 Os poluentes atmosféricos podem se designar por: primários (substâncias emitidas para a troposfera de forma prejudicial) ou secundários (poluentes primários que reagiram entre si, ou com componentes básicos do ar).

 A poluição atmosférica relaciona-se com vários problemas globais, tais como: nevoeiro fotoquímico, chuvas ácidas, aquecimento global, efeito de estufa, depleção do ozono estratosférico e poluição no interior de edifícios.

Nevoeiro Fotoquímico (smog)

O smog consiste na mistura de poluentes primários e secundários, originados devido à influência da luz solar, sendo o principal componente do mesmo o ozono fotoquímico.




Os níveis de nevoeiro fotoquímico não são constantes ao longo do dia. O nível de nevoeiro fotoquímico atinge o seu máximo na altura mais quente do dia.



 Consequências:




Chuvas Ácidas

Através do vento e no decorrer do seu percurso, os poluentes primários originam poluentes secundários, como o ácido nítrico, o ácido sulfúrico e sais de nitrato e sulfato, causando poluição regional.

Formação das chuvas ácidas:

  
   Consequências:





Aquecimento Global

O aquecimento global consiste no aumento da temperatura média dos oceanos e do ar junto à superfície terrestre. As causas deste fenómeno estão relacionadas com o aumento do efeito de estufa.

Consequências:


   
Efeito de Estufa


Depleção do ozono estratosférico

Uma das consequências mais negativas da poluição atmosférica é a depleção do ozono estratosférico (buraco na camada do ozono). A rarefação do ozono faz com que haja uma passagem de maior radiação UV solar. Pode assim originar cancro na pele e outras infeções cutâneas e oculares.


Poluição no interior de edifícios

Quando se fala em poluição atmosférica, esta não se faz sentir apenas do lado de fora das edificações mas também nos seus interiores.O ar no interior de edifícios pode conter mais substâncias poluentes do que as presentes no exterior.

Temos como exemplos: 

  • O clorofórmio, proveniente da água tratada com cloro, podendo causar cancro.
  • O tetracloroetileno, proveniente dos resíduos de produtos de limpeza a seco, podendo provocar danos no sistema nervoso, fígado e rins, podendo, também, propiciar o aparecimento de cancro.   

PRESERVAR E RECUPERAR O MEIO AMBIENTE

Poluição e degradação de recursos

     Do ponto de vista humano, tudo o que provém do ambiente em prol das necessidades do ser humano, é considerado um recurso. 
   A vida é uma propriedade ligada a um pequeno conjunto de elementos químicos, associados em biomoléculas. Graças à interferência (direta ou indireta) da energia contida na luz solar e da gravidade, os elementos essenciais circulam continuamente entre os organismos vivos e o ambiente, em processos denominados ciclos biogeoquímicos.



  
     Geralmente, os seres vivos precisam de apenas 20% dos elementos químicos conhecidos para a manutenção das suas funções vitais. Os outros 80% podem mostrar-se tóxicos.
     Quando uma substância penetra no organismo, por ingestão, inalação, ou absorção cutânea, a toxicidade indica o quão prejudicial essa substância é.

     Os efeitos nefastos causados por uma substância dependem de vários fatores:

  •  Dose;
  • Frequência de exposição à substância;
  • Caraterísticas da pessoa exposta;
  • Caraterísticas da substância.  
     A bioacumulação é um processo na qual algumas substâncias tóxicas são armazenadas em certos órgãos ou tecidos, em níveis de concentração superiores ao normal.

     Existem substâncias tóxicas no ambiente, cujos níveis de concentração vão aumentando ao longo da cadeia alimentar. A este fenómeno chamamos de bioampliação. Estas substâncias podem também ser transmitidas à descendência durante a gestação e o aleitamento.

    O antagonismo (interação entre substâncias químicas cujos efeitos são opostos, diminuindo então os seus efeitos) e o sinergismo (interação entre substâcias químicas cujo efeito combinado é maior do que a soma dos efeitos separados, aumentando então os seus efeitos), influenciam o tipo de lesões causadas por uma substância tóxica.

     A toxicidade de uma substância pode ser estimada através de estudos epidemiológicos ou de testes laboratoriais. Estes estudos baseiam-se na comparação da saúde de um grupo de pessoas expostas a um determinado agente tóxico (grupo experimental) com a saúde de um grupo de pessoas não expostas ao mesmo (grupo de controlo), de modo a averiguar uma relação entre a exposição ao agente tóxico e problemas de saúde, sendo estes estudos e os seus resultados muito limitados.

     Os testes laboratoriais permitem traçar uma curva dose-resposta, evidenciando os efeitos de várias dosagens de um agente tóxico num grupo de animais (geralmente ratos), de modo a depois extrapolar os resultados obtidos para os seres humanos.

     A curva dose-resposta traçada nos testes laboratoriais possibilita a determinação da dose letal média. A dose letal é a quantidade de substância média necessária para matar 50% dos animais de uma população em estudo, num período de 14 dias.

     Da exposição a um agente tóxico, a extensão e o tipo de danos para a saúde variam. Certos agentes têm um efeito agudo, de reação rápida ou mesmo imediata à exposição, pode ir de uma simples tontura até à morte. Outros agentes têm um efeito crónico, com consequências duradouras ou até permanentes (insuficiência hepática ou renal).

     As substâncias tóxicas têm efeitos negativos sobre todos os seres vivos, contribuindo assim para a degradação ambiental.
    À descarga de determinados elementos num ecossistema com concentração superior à normal designamos de contaminação. Se a contaminação tem capacidade tóxica potencial, chama-se poluição e as substâncias que a originam são os poluentes. Qualquer alteração prejudicial às caraterísticas do ambiente pode ser considerada poluição, isto é, uma alteração das caraterísticas físicas, químicas ou biológicas do ar, solo, da água ou até dos alimentos, que ameaça a sobrevivência, a saúde ou as condições de vida e atividades dos seres humanos ou outras espécies.

     Assim, todos os resíduos resultantes das atividades realizadas pelo homem, como a indústria, os transportes ou agricultura intensiva, que não podem voltar naturalmente aos ciclos biogeoquímicos, podem ser vistos como poluente. No entanto a poluição pode também ter causas naturais, como as erupções vulcânicas ou a radiação natural de alguns elementos.

     As fontes de poluição podem ser localizadas, em que os poluentes advêm de locais que conseguimos identificar facilmente, como as chaminés das fábricas, condutas de esgoto doméstico, e podem também ser fontes de poluição dispersas, neste caso não conseguimos identificar os locais de onde provêm os poluentes, com, por exemplo, a escorrência para um lago de fertilizantes agrícolas.





     Independentemente da sua fonte, a poluição não conhece fronteiras, provocando efeitos perigosos na qualidade de vida dos seres humanos, podem ser locais ou globais, graduais ou imediatos e estes implicam vários riscos para a saúde e degradação ambiental generalizada.

 
 
 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

GATTACA

Ficha Técnica
Título: Gattaca
País/Ano de produção: EUA, 1997Duração/Género: 106 min., Drama/ Ficção Científica/ Thriller Direção: Andrew NiccolRoteiro:  Andrew Niccol, Colleen Atwood, Slawomir Idziak,
Elenco: Ethan Hawkel, Uma Thurman, Jude Law, Loren Dean, Ernest Borgnine, Xander Berkeley, Jayne Brook, Elias Koteas.


Resumo
Gattaca é um filme que nos mostra um futuro possível onde o código genético controla o destino do ser humano. Vincent, a personagem principal, nasce na condição de “inválido” e sonha em ser astronauta e viajar  para Titã, uma das luas de Júpiter. No entanto, esse sonho aparenta ser irrealizável tendo em conta que não conseguiria ter acesso a esse tipo de emprego. O seu irmão, concebido em laboratório, sendo selecionada a combinação dos melhores genes possíveis para o aperfeiçoamento da espécie, comprova a sua “inferioridade”, superando-o em todas as atividades que praticavam juntos. Tentando alcançar o seu sonho, Vincent procura um agente clandestino que contrabandeia identidades genéticas, e conhece, assim, Jerrome Morrow, que era antes “válido” mas que havia ficado paralítico por um acidente. Vincent assume a identidade de Jerrome, realizando tratamentos e adquirindo hábitos para ssustentar a identidade, como esfoliação constante, limpeza dos objetos onde toca, e transporta consigo amostras de sangue e urina de Jerome para testes médicos a que se encontra sujeito. Depois de finalmente conseguir tornar-se um dos responsáveis pela viagem a Titã, o homicídio de um dos diretores gerais da empresa torna-se uma ameaça, tendo em conta que é encontrada uma pista que coloca Vincent, um inválido, na empresa onde só deveriam existir válidos, tornando-se um suspeito. O filme termina com a resolução do crime, estando Vincent inocente e com a vitória deste, ao viajar para Titã.


Opinião
Este filme chama a atenção para a importância da genética na construção do ser humano. Mostra que cada pessoa é mais do que o seu ADN, é a “mistura” deste e o meio que rodeia cada uma, sendo que este é determinante no desenvolvimento da personalidade e da capacidade de cada um.  Não devemos negar os benefícios que os estudos sobre a genética nos podem trazer, mas devemos refleter sobre os caminhos pelos quais devemos conduzi-los e com que fins usá-los. Não podemos chegar ao ponto de criar uma sociedade discriminatória e injusta. É importante ter em mente a noção de que um indivíduo não se resume na sua constituição genética e que existem outros fatores que influenciam e moldam o desenvolvimento de cada um ao longo da vida.


sábado, 9 de janeiro de 2016

A ILHA

Ficha Técnica
Título original: The island
País/Ano de produção: EUA, 2005
Duração/Género: 127 min., Ficção científica
Direção: Michael Bay
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen
Elenco: 
Ewan McGregor, Scarlett Johansson,Djimon Hounson, Sean Bean, Steve Buscemi, Michael Clarke Duncan, Ethan Phillips, Brian Stepanek, Siobhan Flynn.



Resumo do filme

A ilha é um filme de ficção científica, que nos leva a refletir sobre os acontecimetos, diria até sobre os problemas que o futuro poderá originar.
Lincoln Seis Echo é uma das personagens principais e um dos muitos supostos sobreviventes da contaminação que matou inúmeras pessoas. Os únicos lugares onde essa tal "contaminação" não chegaram seriam o complexo onde os sobreviventes se encontravam e "a ilha", uma ilha paradisíaca que só quem ganhava a lotaria tinha direito a usufruir da mesma.
Todas estas constatações não passavam de mentiras ditas pelos responsáveis por aquele sistema- O objetivo era mantê-los presos naquele complexo. As pessoas com maiores possibilidades financeiras pagavam para que esta companhia criasse um clone seu para que quando necessitassem de um órgão, por exemplo, pudessem tê-lo. Contudo, os clientes não sabiam a verdade, visto que pensavam que seriam criados clones sem alma, sem sentimentos.
Lincoln descobre que tudo aquilo não passara de uma mentira, não existira contaminação e a ida para "a ilha" era apenas a "ida para a morte".
Lincoln foge do complexo levando consigo uma amiga, Jordan Dois Delta, que tinha ganho a última "lotaria".
Ambos vivem muitas aventuras, apaixonam-se e conseguem invadir o complexo, salvando todos os outros clones.


Opinião

Clonagem significa a reprodução assexuada de um ser humano, a partir de uma célula ou de um conjunto de células, geneticamente manipuladas.
Ao longo do filme surgem-nos questões relacionadas com a ética e a ciência.
Neste filme, a ciência é vista apenas como um meio que manipula a realidade, alterando-a devido a fins monetários. Revela, assim, a falta de formação ética do próprio médico responsável, uma vez que trata os clones (seres humanos) como "produtos". Ele tinha a noção de que estes eram muito mais que "produtos" e que aquilo que estava a fazer não era legítimo, caso contrário não mentiria aos seus clientes, dizendo-lhes que estes clones não passariam de "seguros de vida" sem alma.
No decorrer do filme surgem inúmeras reflexões a respeito do direito à vida. Uma vez criados, estes tinham o direito a fazer as suas próprias escolhas, a ter objetivos de vida, tinham, sobretudo, o direito de viver como humanos que se haviam tornado.





quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Boa noite!

Não deixe que este tema seja um tabu! Exprima os seus sentimentos e exponha as suas dúvidas!

domingo, 6 de dezembro de 2015

CONTRACETIVOS NÃO ORAIS APRESENTAM MAIOR RISCO DE CAUSAREM TROMBOSE DO QUE PÍLULAS

Uma pesquisa feita por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, apresentou a conclusão de que existe maior risco de haver uma trombose venosa nas mulheres que utilizam contracetivos não orais, como o anel vaginal, do que nas mulheres que utilizam a pílula. A pesquisa “enous thrombosis in users of non-oral hormonal contraception: follow-up study, Denmark 2001-10” foi publicada no periódio British Medical Journal.


RESULTADOS:

Após a pesquisa feita com  1.626.158 mulheres de 15 a 49 anos que não tinham apresentado trombose ou cancro até à data, conclui-se que as mulheres que utilizam adesivos apresentam maior risco de trombose venosa. Quando comparadas àquelas que usam pílula contendo levonorgestrel, um tipo de hormónio feminino sintético utilizado principalmente nas pílulas mais antigas, essas participantes tiveram 2,5 mais hipóteses de terem trombose venosa. Quanto às mulheres que dão uso ao anel vaginal, esse risco duplicou.
Ao analisarem os dados das mulheres que não utilizam nenhum método contracetivo, verificaram que o adesivo aumenta oito vezes o risco de trombose venosa, e que essas mesmas hipóteses aumentam 6,5 vezes quanto às mulheres que usam anel vaginal, e 3 vezes em relação às que tomam pílula contendo levonorgestrel. No entanto, os implantes subcutâneos elevaram apenas levemente as hipóteses de trombose, e o dispositivo intra-uterino, para além de não ter mostrado prejuízos quanto à saúde, demonstrou um efeito protetor quanto à doença.



sábado, 5 de dezembro de 2015

CURIOSIDADE

"Dependendo do método contraceptivo, risco de AVC ou ataque cardíaco pode ser 2,5 vezes maior"

Através de uma pesquisa feita com 1.626.158 mulheres de 15 a 49 anos, foi possível concluir que o risco de uma mulher sofrer um AVC ou um ataque cardíaco é maior caso utilize determinados métodos contracetivos, especialmente os não orais, como o anel vaginal.
Essa pesquisa ("Thrombotic Stroke and Myocardial Infarction with Hormonal Contraception") foi publicada na revista The New England Journal of Medicine, tendo esta sido realizada na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.


RESULTADOS:
Ao compararem mulheres que não utilizam nenhum método contracetivo a mulheres que utilizam, concluíram que as que usam o anel vaginal apresentam 2,5 de maior probabilidade de sofrerem um AVC ou um ataque cardíaco.  As pílulas ou adesivos apresentam 1,7 mais chances de sofrerem dos problemas referidos e o DIU e os implantes não elevam essa probabilidade. Além disso, este estudo ainda informou que quando as mulheres deixaram de utilizar os métodos contracetivos, as chances desses problemas ocorreram tornaram-se semelhantes às das mulheres que nunca usaram contracetivos.


Laqueadura (ou Ligadura de tubas uterinas)


Para mais informações poderão consultar o seguinte site: 






TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA



A reprodução medicamente assistida é o processo segundo o qual são utilizadas diferentes técnicas médicas para auxiliar à reprodução humana. As técnincas mais comuns incluem a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a transferência intratubárica de gâmetas, de zigotos ou de embriões e a injeção intra-citoplasmática de espermatozóides, entre outras. 


  • Inseminação artificial ou IUI (Intra-Uterine Insemination)
Na inseminação artificial, os espermatozóides são previamente recolhidos e, após tratamento e seleção, há a transferência mecânica dos mesmos para o interior do aparelho genital feminino, na altura da ovulação. Este tratamento permite aumentar as hipóteses de fecundação.



  • Fertilização in vitro ou IVF (In Vitro Fertilization)

  • Para a execução desta técnica exige-se uma prévia estimulação ovárica através de medicamentos adequados (gonadotrofinas, como é ocaso de LH e FSH). Recolhem-se oócitos e espermatozóides, juntando-se estes em laboratório. Seguidamente, um ou mais oócitos são recolhidos, por laparoscopia ou passando uma agulha através da parede vaginal, sendo, depois, os gâmetas masculinos e femininos misturados. Num ambiente extracorporal (placa de Petri) ocorre a fecundação. O(s) zigoto(s) continuam a ser incubados in vitro, no mesmo meio em que ocorreu a fecundação, até que ocorra a sua segmentação. Esta técnica, IVF-ET (Embryo Transfer), é completada pela transferência do embrião ou embriões (tendo este 2 a 8 células) para o útero, para que se possa haver a sua implantação e desenvolvimento. 
     


    • Injeção intra-citoplasmática de espermatozódes ou ICSI (Intra Cyto-plasmatic Sperm Injection)
    Esta técninca consiste na injecção de um único espermatozóide no citoplasma do ovócito II, evitando assim as dificuldades do processo natural em que o espermatozóide tem que passar a "barreira" do ovócito para nele penetrar. Seguidamente, é utilizada a mesma técninca que na IVF-ET para a implantação do embrião. Tendo em conta que esta técninca permite escolher o espermatozóide a ser utilizado, é utilizada em várias situações, incluindo a baixa contagem de espermatozóides, elevada percentagem de espermatozóides com forma anormal, obstrução ou vasectomia, etc. 




    • GIFT (Gamete Intrafallopian Transfer) ou Transferência intratubárica de gâmetas
    Após o tratamento e a seleção no laboratório, os dois tipos de gâmetas (oócitos e espermatozóides) é feita a transferência deste para o interior das trompas de Falópio, onde irá ocorrer a sua fusão. Neste caso, a transferência é feita in vivo. Esta técnica é indicada para casos em que a infertilidade está relacionada com disfunções do esperma, anomalias no muco cervical ou quando a sua causa é desconhecida. 




    • PROST (Pertoneal Oocycle and Sperm Transfer)
    O PROST é um método semelhante à GIFT, com a única diferença dos gâmetas serem transferidos não para as trompas, mas sim para a cavidade peritoneal.


    • ZIFT (Zygote Intrafallopan Transfer) ou Transferência intratubárica de zigotos
    Esta técnica é uma variante da GIFT. Neste caso, após recolha e selecção de oócitos e espermatozoides, pelas mesmas técnicas da FIV, os gâmetas são postos em contacto in vitro, em condições apropriadas para a sua fusão durante 18 a 24 horas. Após a fecundação, é realizada uma laparoscopia e são transferidos o(s) zigoto(s) resultantes para o interior das trompas de Falópio.



    • TET (Tubal Embryo Transfer)
    Trata-se de um processo semelhante à ZIFT, mas neste a transferência intratubárica é realizada um dia depois. Neste caso, já não ocorre a transferência intratubárica de zigotos, mas sim de embriões.

    • FASIAR (Follicle Aspiration, Sperm Injection and Assisted Follicular Rupture)
    É um método muito recente que consiste em puncionar o folículo, removendo o oócito, com uma seringa que já contém espermatozóide. Esta mistura é, então, imediatamente injetada de volta no folículo. FASIAR pode reduzir o risco de nascimentos múltiplos e é um método menos oneroso que outros procedimentos.

    Para além das técninas referidas, existem outras técnicas acessórias importantes no campo da reprodução assistida:

    • Diagnóstico pré-implantação, Biopsia de embriões ou PGD (Perimplantation Genetic Diagnosis)
    O PGD é uma nova forma de diagnóstico pré-natal que visa  prevenir a transferência de embriões portadores de graves doenças génicas. A obtenção de células dá-se, geralmente, no terceiro dia de desenvolvimento, em que o embrião possui entre seis a doze células, havendo a extração de um único blastómero, sem que haja danificação. Segue-se a sua caraterização antes deste ser transferido para o útero, onde são utilizadas duas técnicas: a FISH (Fluorescent “In situ” Hibridization), para detecção de patologias cromossómicas e a PCR (Polimerase Chain Reaction) para detecção de patologias génicas. 




    • Crioconservação de gâmetas e embriões
    Neste processo, os gâmetas e embriões excedentários são preservados através do congelamento a temperaturas muito baixas (sendo utilizado azoto líquido, são obtidas temperaturas abaixo dos -196ºC). Esta técnica possui grande utilidade, principalmente em situações de declínio de fertilidade. Quanto aos oócitos, este ainda é um método em desenvolvimento, não existindo uma técninca de crioconservação clinicamente satisfatória. 



    quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

    INFERTILIDADE HUMANA E REPRODUÇÃO ASSISTIDA

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, a infertilidade é uma doença que atinge cerca de 15% dos casais europeus em idade reprodutiva.

    "Mas em que consiste?"
    A infertilidade é a incapacidade de conceber um filho e de levar uma gravidez até ao seu fim natural, podendo esta incapacidade ser temporária ou permanente.

    "Como perceber se alguém é infértil?"
    Quando um casal tem relações sexuais regularmente e sem a utilização de métodos contracetivos, durante um longo período de tempo, sem que assim ocorra uma gravides, então considera-se que há um problema de infertilidade.
    Após esse período, pode ocorrer uma gravidez de forma natural ou através de técnicas de reprodução medicamente assistida.

    Origem da infertilidade
    Esta doença pode ter origem ou na mulher, ou no homem ou em ambos, sendo que mais de 52% dos casos relacionam-se com problemas femininos e 1/3 dos casos devem.se a problemas nos dois elementos do casal.


    Fatores que estão na origem da infertilidade:
    • Problemas genéticos;
    • Malformações congénitas;
    • Fatores imunitários;
    • Distúrbios hormonais;
    • Alimentação;
    • Idade e amamentação (nas mulheres);
    • Doenças (sífilis, gonorreia, clamídia...);
    • Operações cirúrgicas (ovariotomia, histerectomia...);
    • Stresse;
    •  ...

    Problemas que originam infertilidade no homem:
    • Produção insuficiente ou nula de espermatozóides;
    • Produção de espermatozóides de fraca qualidade;
    • Problemas a nível do aparelho reprodutor;
    • Gametogénese anormal.

    Problemas que originam infertilidade na mulher:
    • Ausência de ovulação, ou porque os ovários não desenvolvem oócitos maduros, ou porque nem os libertam;
    • Ovulação pouco frequente;
    • Problemas a nível do aparelho reprodutor;
    • Inibição da nidação ou rejeição do embrião após esta fase.


    quarta-feira, 25 de novembro de 2015

    MÉTODOS CONTRACETIVOS NÃO NATURAIS

    Os métodos contracetivos não naturais impedem a gravidez através de dispositivos locais, medicamentos com hormonas sexuais sintéticas ou através de intervenção cirúrgica. Podem classificar-se como sendo químicos, mecânicos, ou cirúrgicos.
    Os métodos químicos são métodos que, para impedir a ovulação, utilizam substâncias químicas que podem ser utilizadas por via oral, por implantes, injeções, adesivos ou aneis vaginais e que atuam na mulher a nível da gametogénese.
    Os métodos mecânicos são métodos que funcionam como barreira, impedindo o encontro dos gâmetas e, consequentemente, a fecundação.
    Os métodos cirúrgicos são métodos que requerem a intervenção médica, resuslta num impedimento permanente da libertação de gâmetas e pode ser feita tanto no homem como na mulher.



    Métodos mecânicos ou de barreira:
    Preservativo masculino: invólucro de borracha muito fino, descartáel, que é desenrolado sobre o pénis ereto, antes do ato sexual. Não só previne a gradidez, como também reduz o risco de transmissão de DST (doenças sexualmente transmissíveis).




    Preservativo feminino: invólucro de borracha que se coloca no interior da vagina. Não só previne a gradidez, como também reduz o risco de transmissão de DST. O preservativo feminino é mais resistente que o masculino.





    Diafragma: Cúpula de borracha fina, com um arco de metal flexível. É introduzido na vagina, sobre o colo do útero, pela mulher, antes da relação sexual. Reduz o risco de infeções.




    Espermicídas: Cremes, geleias ou espumas, que são utilizados antes do ato sexual e que inativam ou matam os espermatozóides. Oferecem alguma proteção contra DST.



     
     Dispositivo intra-uterino (Diu): dispositivo metálico ou plástico colocado no interior do útero por um médico especialista, de forma a impedir a implantação do embrião no endométrio.
          

          Métodos químicos ou hormonais:


     Pílula combinada: Comprimidos constituídos por diferentes combinações de hormonas sexuais sintéticas (estrogénios e progesterona), que alteram o ciclo sexual normal;



    Minipílula: Comprimido constituído por progesterona sintética;




     Contraceptivos injectáveis: Injecções de elevada dosagem de hormonas sexuais sintéticas;
     


    Adesivo: Aplicado sobre a pele (nádegas, contas, braços ou abdómen), liberta, lentamente, hormonas sexuais sintéticas;





    Implante subcutâneo: Pequeno dispositivo introduzido na parte superior do braço, sob a pele, que liberta diariamente doses de hormonas sexuais sintéticas;




         
         Anel vaginal: Anel de borracha introduzido no colo do útero, com hormonas sexuais sintéticas.



    Métodos Cirúrgicos:

         Vasectomia: Pequena cirurgia, feita no homem, na qual são cortados ou bloqueados os canais deferentes. Desta forma, os espermatozóides não são expelidos durante a ejaculação;



        Laqueação das trompas de Falópio: Pequena cirurgia, feita na mulher, na qual são cortadas ou bloqueadas as trompas de Falópio.



         
          Contracepção de emergência:

         Pílula do dia seguinte: Comprimidos com doses elevadas de estrogénio e progesterona sintéticas. A primeira dose deve ser administrada durante as 72 horas a seguir á relação sexual e a segunda 12 horas depois da primeira dose.